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O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição médica extremamente comum na infância, atingindo cerca de 5% das crianças em idade escolar. Seu quadro caracteriza-se por comportamento desatento e/ou hiperativo, em intensidade maior do que aquele observado em crianças de nível de desenvolvimento semelhante.

Crianças com TDAH não tratadas costumam apresentar baixa autoestima, dificuldade de relacionamento social e baixo rendimento escolar. Este último pode ser caracterizado por notas menores que seus pares, maior índice de repetência e maior necessidade de turmas de apoio e professores particulares.

O TDAH possui um forte componente genético, uma vez que é possível encontrar várias gerações de pacientes com o transtorno na mesma família.

O diagnóstico de TDAH baseia-se em critérios exclusivamente clínicos. Não há, até o momento, exames complementares que possam confirmar a presença deste transtorno em um determinado paciente. Médicos bem treinados são capazes de realizar o diagnóstico após detalhada coleta de história e exame clínico.

A literatura médica é bastante consistente em relação ao tratamento desta condição clínica. Os resultados mais eficazes decorrem da associação de medicamentos estimulantes com terapia cognitivo-comportamental. Esta última deve ser realizada com profissionais de psicologia treinados nesta modalidade de tratamento.

Muito se ouve falar sobre os efeitos colaterais das medicações estimulantes, principalmente o metilfenidato. Entretanto, este grupo de remédios é bastante seguro, sendo usado há mais de 50 anos para o tratamento do TDAH. Os efeitos colaterais mais comuns são brandos (falta de apetite, dor de cabeça e dor abdominal) e temporários, podendo ser facilmente manejados pelo médico assistente. O risco de efeitos colaterais cardiovasculares e sobre o crescimento deve ser avaliado por este profissional cuidadosamente junto à família quando realizar a prescrição da medicação.

O tratamento adequado impede problemas futuros, que são bastante conhecidos dos pacientes que não foram adequadamente diagnosticados e tratados na infância, tais como baixa escolaridade, fracasso no mercado de trabalho, problemas conjugais e uso de drogas.

É importante ressaltar que somente os pacientes que têm TDAH devem fazer uso de estimulantes e o uso deste grupo de medicações não aumenta o risco de uso de drogas.